22/09/2011 :: Papa Bento XVI - Crise de Deus no Mundo – As 3 leis para a evangelização

Bento XVI / Cardeal Rylko

 

O Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanyslaw Rylko, explicou as “três leis” propostas pelo Cardeal Joseph Ratzinger–Bento XVI para o processo da evangelização na qual devem estar envolvidos todos os fiéis da Igreja.

 

Em um artigo publicado na edição de 21 de setembro do jornal vaticano L’Osservatore Romano, o Cardeal Rylko explica a urgência da evangelização no mundo de hoje como missão insubstituível da Igreja em meio de uma sociedade relativista.

 

Para explicar as três leis propostas pelo então Cardeal Ratzinger, o Cardeal Rylko recorda uma exposição do agora Papa Bento XVI pronunciada em 10 de dezembro do ano 2000 na ocasião de um congresso de catequistas e professores de religião.

 

Naquela oportunidade, o ainda Cardeal Joseph Ratzinger se referiu à “crise de Deus” no mundo, em que “com freqüência os cristãos vivem como se Deus não existisse”.

 

Com essa premissa, o Cardeal Ratzinger elaborou três leis para a evangelização. A primeira é a “lei de expropriação”.

 

1ª Lei – Expropriação

 

Os cristãos, diz o Cardeal Rylko, “não somos os amos mas humildes servos da grande causa de Deus no mundo. São Paulo escreve: ‘não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus Senhor, quanto a nós, somos seus servidores por amor a Jesus’”.

 

“Por isso o Cardeal Ratzinger sublinhava com força que ‘evangelizar não é simplesmente uma forma de falar, e sim uma forma de viver: viver na escuta e fazer voz do Pai”.

 

A evangelização, prossegue o Cardeal vaticano, “não é então mais um assunto privado, porque detrás sempre está Deus e sempre está a Igreja” para o qual é necessário manter-se em constante oração.

 

2ª Lei

A segunda lei da evangelização, prossegue o Cardeal Rylko, “é aquela que aflora da parábola do grão de mostarda”. “’As realidades grandes começam em humildade’, dizia o Cardeal Ratzinger. Assim, Deus tem uma predileção particular pelo pequeno”.

 

“A parábola do grão de mostarda diz que quem anuncia o Evangelho deve ser humilde, não deve pretender obter resultados imediatos, nem qualitativos nem quantitativos, porque a lei dos grandes números não é a lei da Igreja”.

 

Isso acontece, explica o Cardeal Rylko, porque o amo da colheita é Deus e Ele decide os ritmos, os tempos e as modalidades de crescimento do grão. Esta lei então nos cuida da desesperança em nosso esforço missionário, sem nos eximir de dar tudo como nos recorda isso o Apóstolo de Gentes: ‘quem semeia escassamente, recolhe escassamente; quem semeia amplamente, recolherá com amplitude’.

 

3ª Lei

 

A terceira lei tem que ver com a morte do grão de mostarda para dar fruto: na evangelização sempre está presente a lógica da Cruz.

 

Sobre isto dizia o Cardeal Ratzinger: “Jesus não redimiu o mundo com belas palavras, mas com seu sofrimento e sua morte. Sua paixão é a fonte inesgotável de vida para o mundo, a paixão dá força à sua palavra”.

 

O Cardeal Rylko recorda, como exemplo, a força e o testemunho dos mártires de toda a história, que constituem o “grande patrimônio espiritual da Igreja e um luminoso sinal de esperança para seu futuro”.

 

Diante dos muitos retos e desafios que se apresentam neste terceiro milênio, continua, “a esperança não deve nos abandonar jamais. O sucessor de Pedro nos assegura que Deus ‘também hoje encontrará novos caminhos para chamar os homens e quer ter consigo a nós como seus mensageiros e servidores’”.

 

Fonte: ACI Digital

 


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