13/11/2013 :: A Santa Missa: fonte da Santidade Sacerdotal

 

 
"Se conhecêssemos o valor da Missa, morreríamos. Para celebrá-la dignamente, o sacerdote deveria ser santo. Quando estivermos no Céu, então veremos o que é a Missa, e como tantas vezes a celebramos sem a devida reverência, adoração, recolhimento".
 
No decreto Presbyterorum ordinis, o Concílio Vaticano II, em perfeita harmonia com a doutrina tomista, resume de forma admirável a centralidade da Eucaristia na vida espiritual do sacerdote, como seu principal meio de santificação. Logo no início, afirma que a Ordem dos presbíteros foi constituída por Deus "para oferecer o Sacrifício, perdoar os pecados e exercer oficialmente o ofício sacerdotal em nome de Cristo a favor dos homens".
Recorda, em seguida, que é por meio do ministério ordenado que o sacrifício espiritual dos fiéis se consuma em união com o sacrifício de Cristo, oferecido na Eucaristia de modo incruento e sacramental. E afirma que "para isto tende e nisto se consuma o ministério dos presbíteros. Com efeito, o seu ministério, que começa pela pregação evangélica, tira do sacrifício de Cristo a sua força e a sua virtude".
O que equivale a dizer que o sacerdote vive para a Celebração Eucarística e é dela que deve haurir a força para progredir na prática da virtude.
 
Prosseguindo, ressalta o decreto conciliar: "Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a sagrada Eucaristia e a ela se ordenam.Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo".E mesmo quem é chamado a uma vocação missionária, não pode esquecer que a própria evangelização deve ter como meta o Sacramento do altar e dele nutrir-se: "A Eucaristia aparece como fonte e coroa de toda a evangelização". Pois no Sacrifício Eucarístico se exerce a própria obra da Redenção.
 
Garrigou-Lagrange sintetiza com precisão esta doutrina:
"O sacerdote deve considerar-se ordenado principalmente para oferecer o Sacrifício da Missa. Em sua vida, este Sacrifício é mais importante que o estudo e as obras exteriores de apostolado. Com efeito, o seu estudo deve ordenar-se ao conhecimento cada vez mais profundo do mistério de Cristo, supremo Sacerdote, e o seu apostolado deve derivar da união com Cristo, Sacerdote principal".
 
Royo Marín, ao comentar a exortação do Pontifical Romano, feita pelo Bispo aos ordenandos, afirma com ênfase que a Santa Missa é "a função mais alta e augusta do sacerdote de Cristo". E, conhecedor das múltiplas ocupações pastorais de um sacerdote, que podem facilmente desviá-lo do cerne da sua vocação de mediador entre Deus e os homens, reforça a mesma ideia, logo em seguida, com inflamadas palavras de zelo sacerdotal:
 
"Esta é a função sacerdotal por excelência, a primeira e mais sublime de todas, a mais essencial e indispensável para toda a Igreja, e ao mesmo tempo fonte e manancial mais puro de sua própria santidade sacerdotal. É-se sacerdote, antes de tudo e sobretudo, para glorificar a Deus mediante o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa".
 
Talvez receoso de que suas palavras não penetrem suficientemente o espírito de seus leitores, irmãos no sacerdócio, Royo Marín enumera algumas ocupações legítimas que poderiam servir de pretexto a uma diminuição do zelo eucarístico, insistindo de novo na centralidade do Sacrifício da Missa:
 
"Por cima de todas as demais atividades sacerdotais, por cima inclusive de seu trabalho pastoral voltado para as almas, deverá colocar sempre em primeiro plano a digna e fervorosa celebração do Santo Sacrifício do Altar. Tudo quanto o distraia e estorve nesta função augusta deverá ser afastado pelo sacerdote com energia, lançando-o para longe de si. Sua função primária, ante a qual devem ceder todas as demais atividades, consiste - repetimos - na celebração do Santo Sacrifício da Missa, através do qual recebe Deus uma glorificação infinita".
 
Cabe salientar ainda que a Eucaristia não só confere a graça, como também a aumenta naquele que a recebe com as devidas disposições:
"O Sacramento da Eucaristia tem por si mesmo o poder de conferir a graça. [...] A graça cresce e a vida espiritual aumenta, toda vez que se recebe realmente este Sacramento [...] para que o homem seja perfeito em si mesmo pela união com Deus".
 
Bento XVI, ao tratar da vocação e espiritualidade sacerdotais, sob uma perspectiva pastoral, afirma que é por meio da oração que o sacerdote apascenta suas ovelhas. Os presbíteros, diz ele, têm "uma vocação particular para a oração, em sentido fortemente cristocêntrico: isto é, somos chamados a ‘permanecer' em Cristo". E, continua:
 
"O nosso ministério é totalmente ligado a este "permanecer" que equivale a rezar, e deriva dele a sua eficiência. [...] A Celebração Eucarística é o maior e mais nobre ato de oração, e constitui o centro e a fonte da qual também as outras formas recebem a "linfa": a Liturgia das Horas, a adoração eucarística, a lectio divina, o santo Rosário, a meditação".
 
Novamente, encontramos a Eucaristia no centro da vida sacerdotal.
 
 
 
 
 
 
Por :  Monsenhor Mons. João S. Clá Dias, EP
 
 
 
Fonte : Gaudium Press
 
 
 

voltar

 

Buscar  
Em    
 
 
 
 
 
 
 
Digite seu e-mail abaixo para receber nossas atualizações.
 
 
Eventos em Medjugorje
 
 

Testemunho de

Testemunho de

Testemunho de Maria Auxiliadora Almeida Castro - Montes Claros - MG

Ver Mais Testemunhos
Envie seu Testemunho
 
  Siga-nos Facebook Facebook  
 
© 2026 medjugorje.org.br | medjugorje.org.pt - Site melhor visualizado em Internet Explorer 8 - 1024x768 px ou superior.