10/08/2016 :: Como compreender o significado de Medjugorje por Frei Marinko Sakota

Como compreender o significado de Medjugorje

por Frei Marinko Sakota

 

"Em relação a Medjugorje há apenas um perigo: (…) o de se passar ao lado (…) (sem se dar conta, sem se aperceber). Estas são as poucas palavras do grande teólogo do século XX, Hans Urs von Balthasar, que dizem respeito à própria existência de Medjugorje, àquilo de que depende Medjugorje.

 

O que é que existe em Medjugorje que nós devemos perceber? Porque não perceber o que é Medjugorje, é esse o único perigo. 

 

Mais recentemente, ao ouvir ou ler que a Virgem apareceu pela primeira vez a 24 de Junho de 1981 no Monte das Aparições (o Podbrdo), em Bijakovici, não considerei isto como uma coisa qualquer, mas questionei-me sobre o seu significado mais profundo. Será que a Virgem escolheu casualmente este dia? ou através da sua primeira aparição, justamente nesse dia, queria comunicar-nos algo importante?  

 

Estou cada vez mais convencido de que o dia da festa de São João Baptista, escolhido como o primeiro dia das aparições da Virgem, pôs um selo em tudo o que aconteceria mais tarde em Medjugorje. Nesse dia está a chave para compreender Medjugorje e o momento que não devemos esquecer.

 

Em que se assemelham S. João Baptista e Medjugorje? O que é que os une?

 

No Evangelho de Mateus, lemos: "Naqueles dias, apareceu João Baptista no deserto da Judeia pregando: " Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus " (Mt 3: 1-2). As pessoas saíam dos lugares onde viviam, de Jerusalém, da Judeia e da região do Jordão e iam até ao deserto onde estava João. Tratava-se de uma multidão de gente, como descreve Lucas. E nessa multidão havia diferentes perfis de pessoas: fariseus e saduceus, cobradores de impostos e soldados e, provavelmente, muitos outros. Emocionados com o testemunho de João e com o chamamento à conversão, as pessoas faziam a pergunta: "O que temos de fazer?" (Lc 3, 10-14). Noutras palavras: "O que é que temos de mudar na nossa vida? ".  

 

Depois de João lhes ter ensinado o que tinham de mudar e como deviam viver, as pessoas recebiam dele o baptismo nas águas do Jordão e, depois, lavadas e com o espírito renovado, regressavam a suas casas.

 

Medjugorje é precisamente o lugar onde João fazia isso: o lugar onde escutamos o convite à conversão! A Virgem escolheu o dia da festa de S. João Baptista para o primeiro dia da sua vinda porque queria que Medjugorje, à semelhança do deserto da Judeia, se tornasse num lugar onde viria uma multidão de pessoas, que mudaria através da oração e, de onde, regressaria a casa, diferente. Esta é a essência de Medjugorje e o fio do qual (de)pende Medjugorje! Isto é o que, de acordo com o grande teólogo von Balthasar, de nenhum modo nos deve passar desapercebido, sem nos termos dado conta disto e e sem o termos reconhecido!    

 

Quando chegamos a Medjugorje, não falamos sobre se compramos lembranças ou se dormimos ou não num hotel, ou se na pensão tudo é muito simples, que não há televisão, nem ligação à Internet (melhor ainda!), … mas não surgirá em nós a pergunta: "o que devo fazer? Existe algo que eu devo mudar? "  


A coisa maravilhosa em Medjugorje reside no facto de que, à semelhança do tempo de João, na multidão dos que vieram a Medjugorje ter nascido esta questão crucial. Em alguns, essa pergunta surge no Monte das Aparições, noutros na Montanha da Cruz (Krizevac), e em outros na Igreja Paroquial, na Confissão, na Eucaristia, na Adoração, na leitura da Palavra de Deus...  

 

É por isso que muitos voltam para casa transformados. Muitos tiveram um impacto muito positivo nas suas famílias, nas suas comunidades paroquiais. Quantos poderão referir tantos bons frutos de Medjugorje na Igreja!... no mundo!  

 

João não dizia às pessoas que abandonavam a sua antiga maneira de viver, que mudassem o seu lugar de residência e ficassem com ele no deserto, mas pedia-lhes que voltassem a suas casas, às suas famílias, à sua vocação, e continuassem a ser soldados, publicanos e fariseus, mas transformados – com uma outra forma de pensar e de olhar, com uma atitude diferente em relação aos outros. Deste modo, disse aos publicanos: "Não exigam mais do que está estabelecido". E aos soldados: "Não exerçam violência sobre ninguém, não denunciem injustamente, mas contentem-se com o vosso salário." (Lc 3, 13-14)  

 

O mesmo faz a Rainha da Paz em Medjugorje. A sua imagem, à frente da Igreja Paroquial de Medjugorje e no Monte das Aparições, reflecte essa atitude. A Virgem não pede a ninguém que mude o seu local de residência, a sua vocação ou serviço, mas o coração. A mudança de coração – essa é a essência de Medjugorje e o objectivo de tudo aquilo a que Nossa Senhora nos chama. O coração – dele depende tudo: a nossa felicidade e a nossa miséria, a paz dentro de nós, ao nosso redor e no mundo. Quando o coração muda, então tudo é diferente. Quando o amor nasce no coração, então é possivel desejar a paz e até oferecer “a mão da paz” aos inimigos. Então as pessoas de quem não gostamos ficam com um aspecto diferente e o trabalho que era entediante, deixa de ser difícil. Quando com o coração começamos a acreditar que Deus nos ama e que nos perdoou, então a paz chega e habita em nós. Quando no coração nasce a aceitação da cruz, então a cruz transforma-se e adquire sentido.  

 

À semelhança de João, a Virgem não exige a nenhuma pessoa que fique em Medjugorje, mas convida-a a regressar ao seu país, à sua família, ao seu local de trabalho e a ser Apóstolo da Paz, a ser as Suas mãos estendidas em direcção aos outros.  

 

Medjugorje é a concretização das palavras e das intenções do Papa Francisco sobre a idéia de que a Igreja deve sair para o mundo e não permanecer encerrada em si mesma. A Igreja deve ajudar o mundo, essa é a sua missão: ser a luz e a esperança deste mundo! É exactamente isso o que está a acontecer através de Medjugorje: os crentes renovados voltam às suas famílias e paróquias de forma diferente! Depois de terem voltado de Medjugorje muitos começaram a rezar com os outros e a formar grupos de oração … são inumeráveis! De igual modo, muitos ao regressarem de Medjugorje começaram a ser activos nas suas comunidades paroquiais, a ajudar os necessitados ...      

 

Ouvi umas pessoas a elogiarem a coragem de um sacerdote que reconheceu e aceitou Medjugorje, ao contrário de alguns que não admitem Medjugorje. Não foi por coragem minha, mas pela miséria do mundo, respondeu ele. “O mundo está imerso em problemas e não tem paz.  E Medjugorje é a resposta. Medjugorje ensina o caminho para a paz”.  Este sacerdote reconheceu a essência de Medjugorje. Medjugorje não existe para si mesmo, mas para que haja paz no mundo. Essa é a sua missão. Se Medjugorje se encerrasse em si própria e se pensasse somente em si, converter-se-ia num fim em si e, portanto, atraiçoar-se-ia a si mesma.  

 

Medjugorje não é um fim em si mesmo. A questão mais importante não reside no status que Medjugorje tem; a questão mais importante é sobre nós e sobre como nós estamos. É por isso que Medjugorje não depende da sua posição no mundo, mas como nos influencia. Medjugorje não se limita ao reconhecimento externo, mas o seu objectivo é a mudança (metanoia) do indivíduo e, por meio dele, da Igreja, da sociedade, do mundo.  

 

Medjugorje não quer demonstrar, nem convencer os outros de sua própria autenticidade ou da opinião equivocada que muitos têm. Medjugorje abre os olhos a novas perspectivas. Medjugorje não se salva, nem beneficia do facto de que se seja a favor ou não, mas é salva pelo próprio testemunho. Neste sentido, a crítica não é uma ameaça a Medjugorje, mas uma ajuda. Porque a crítica corrige, e ajuda a que nunca se distraia ou se esqueça da sua missão original.    

 

Ouvi recentemente um sacerdote a dizer: "Não se tem de acreditar nas aparições da Virgem". Suponho que se referia às aparições de Nossa Senhora em Medjugorje. Fiquei surpreendido com essa declaração. Por que não acreditar? Serão as aparições da Virgem irrelevantes? O Céu abre-se quando chega a Virgem! O Céu fala! E se o Céu fala, como não acreditar?! Podemos ficar surdos à voz do Céu? Porventura, Nossa Senhora vem até nós por razões que não são importantes?  

 

Mas por outro lado, é evidente que não temos a obrigação de acreditar nas aparições da Virgem. Toda a revelação, Deus já nos deu. Todas as aparições da Virgem – incluindo as de Medjugorje – não trazem uma nova Revelação. Mas elas trazem algo que um sacerdote de um país na Europa Ocidental referenciou: "Aqui (em Medjugorje), dei-me conta de que em trinta anos de pregação nunca tinha falado com as pessoas acerca do jejum, por exemplo, nunca lhes tinha falado sobre o porquê do jejum, o como, o quando, os seus perigos e os seus benefícios.  Mencionava-o apena na Quaresma. Porém, agora, quando leio a Sagrada Escritura pergunto a mim próprio como foi possível eu ignorar essa mensagem, quando ela está em quase todas as páginas. Jesus jejuava, falava sobre o jejum, disse que os seus também jejuariam. Como é possível? Questiono-me constantemente, e temo que existem ainda muitas mensagens que esperam a minha conversão, para que eu as descubra".  

 

O próprio Deus revelou o seu desígnio e esse está na Sagrada Escritura, mas o que dizer de nós? Será que a Revelação de Deus chegou até nós? Será que a ouvimos? a vivemos? E especialmente, o primeiro chamamento de Jesus: "Arrependam-se e acreditem no Evangelho." (Mc 1, 15)    

 

O sacerdote acima mencionado voltou transformado para a sua paróquia, mais consciente da Palavra de Deus e de si próprio. O seu exemplo dá-nos a confirmação de que Medjugorje é necessário para todos: para os sacerdotes e para os fiéis! Porque Medjugorje nos recorda, e nos desperta do sono. E todos nós, eventualmente, com o tempo, tornámo-nos cegos, surdos e esquecemo-nos do que temos de fazer...tanto os sacerdotes, como os fiéis.  

 

Lembremos o que Jesus disse do apelo à conversão de João Baptista, apontando para os fariseus e os escribas: João veio até vós, ensinando o caminho da justiça e não acreditaram nele; mas os cobradores de impostos e as prostitutas acreditaram nele. E mesmo depois de verem isto, não se arrependem nem acreditam nele (Mt 21: 28-32).    

 

Trinta e cinco anos se passaram desde que Nossa Senhora veio ter connosco no dia da festa de São João Baptista.  

 

É realmente a hora de fazermos a pergunta chave: nós percebemos o que significa Medjugorje? Ou passámos ao lado, cegos e surdos, convencidos de que não necessitamos?

 

Frei Marinko Sakota, pároco da Paróquia de Medjugorje, Julho de 2016   

Fonte: www.centromedjugorje.org.br


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